| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Formicariidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | F. colma |
A galinha-do-mato é uma ave passeriforme da família Formicariidae.
Também conhecida como pinto-do-mato-coroado.
Seu nome científico significa: do (latim) formicarius, fórmica = formigueiro, formiga; e do (francês) collier = colar. ⇒ Formigueiro com colar. “Colma de Cayenne” de Buffon (1770-1785), que nomeou a galinha-do-mato fazendo referência a sua garganta manchada com a coloração cinza-amarronzada (Formicarius).
Mede cerca de 18 centímetros de comprimento e pesa 43,7 gramas.
A plumagem é escura e ajuda a ave a se confundir com o ambiente sombrio da mata. É uma ave terrícola (caminha pelo chão da floresta) e tem as pernas longas e pardas. É de difícil visualização na mata, mas seu canto é muito presente na floresta. Pode ser sintópica com o pinto-do-mato-de-cara-preta (Formicarius analis).
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO 2015; ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); IOC World Bird List 2017.
Anda na serrapilheira em corridas curtas, frequentemente parando sobre uma só perna a curtos intervalos esgravatando as folhas secas do solo e procurando presas entre as mesmas. Alimenta-se de artrópodes em geral: aranhas, opiliões, escorpiões, centopeias, etc. Costuma seguir formigas de correição.
O ninho tem formato de tigela aberta e é feito de materiais secos (folhas, talos) sobre uma base firme colocado junto a folhas no solo, e no oco de árvores. Os pais incubam os ovos (2 em cada postura) e cuidam dos filhotes.
Vive em florestas úmidas, matas de terra firme e de várzea, florestas sobre solos arenosos e na Mata Atlântica. Essa espécie é muito florestal e não ocorre em ambientes alterados, portanto, sua sobrevivência depende da preservação do que resta da Mata Atlântica. É uma ave de difícil visualização na mata, mas sua vocalização de piados repetitivos é muito presente na floresta.
A galinha-do-mato é encontrada no leste da Colômbia (ao sul de Vaupés), no sul e leste da Venezuela, nas Guianas e no Brasil ao norte da Amazônia, enquanto a subespécie F. nigrifrons é encontrada a leste do Equador, leste do Peru, norte da Bolívia (sul até La Paz) e sul da Amazônia. F. amazonicus é encontrada no Brasil ao sul da Amazônia, do leste do Madeira ao norte do Maranhão, e ao sul de Ji-Paraná e Mato Grosso. F. ruficeps é encontrada no litoral leste e sudeste do Brasil, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul. As galinhas-do-mato são muito difundidos pela área, preferindo predominantemente o solo mais fresco e sombreado das florestas de terra firme, embora ocasionalmente possam ser vistas habitando florestas tradicionais e florestas de savana. Geralmente ocupam as terras baixas até 500 metros e localmente até 1 100 metros de altitude. A agressão interespécies entre a galinha-do-mato e a tauoca (Formicarius analis) foi observada para induzir o deslocamento altitudinal, com a galinha-do-mato fugindo para ravinas e cumes mais altos e secos, enquanto a tauoca tende a ocupar, nesse caso, as terras mais baixas. Além disso, em Manu, a tauoca, sendo maior e mais denso em população, domina sobre a galinha-do-mato. Enquanto as duas espécies frequentemente se sobrepõem devido à grande distribuição da galinha-do-mato, o canto da galinha-do-mato tem sido relatado como indutor de uma resposta agressiva do tauoca, enquanto o canto da tauoca causa recessão da galinha-do-mato, indicando mais agressão interespécies. Além da agressão interespécies, o fator determinante que controla a distribuição da galinha-do-mato é pouco compreendido, pois acredita-se que seja uma espécie sedentária.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: